Filosofia Edificante

julho 31, 2007

“Os filósofos edificantes nunca podem terminar uma filosofia, mas podem ajudar a prevenir-la de alcançar a trilha segura da ciência.(…)
Os filósofos edificantes são na maior parte do tempo, céticos em relação à filosofia sistemática. São reativos e oferecem sátiras, paródias, aforismos e sabem que seu trabalho perde o propósito quando o período contra o qual estão reagindo já terminou. Ao contrário dos filósofos sistemáticos que assim como cientistas pretendem construir para a eternidade. (…) Os filósofos contemporâneos deveriam seguir como os filósofos edificantes e continuar a Grande Conversação do Ocidente.”

Richard Rorty

Qual o seu objetivo em filosofia?
-Mostrar à mosca a saída do vidro.
Ludwig Wittgenstein

Depois de assistir o Filme, “What the bleep do we know?” traduzido no Brasil por “Quem somos nós?” tive uma enorme curiosidade em pesquisar mais sobre a Fisica Quântica.
Bem, para a Física Quântica a pergunta sobre o homem e o Universo se baseia primeiramente em uma questão de possibilidades. Pois sobre o olhar da Física Quântica nós não somos mais partículas e átomos, ou seja, substancia sólida apenas, como pensavam anteriormente na Física clássica, mas sim também e altamente relevante composto de massa vazia onde esta pode definir e escolher dentre as varias possibilidades para com o mundo externo nos oferece apartir daquilo que ocorre na nossa consciência, no nosso “observador” interior que experimenta o fenômenos.
Ao contrario da Física Clássica e os modelos Newtonianos, a Física Quântica demonstra que o Universo não é o lugar do determinismo, e coisas objetivas, mas sim da incerteza de possibilidades, pois as informações que conseguimos captar de nosso cérebro ainda é muito pequena sobre a imensidão do mundo que nos rodeia. E com o avanço da neurociência vimos que todo o nosso comportamento está baseado em substancias químicas que agem em determinadas partes localizadas no cérebro, e que estas reações químicas estabelecem por fim as nossas respostas as mais variadas situações no mundo externo. E que, de acordo com o Filme “Quem somos nós?” (What the bleep do we know?) nós podemos mudar a possibilidade de um acontecimento, mesmo que para nosso intelecto seja uma coisa impossível, para algo positivo, mostrando que o impossível pode ser possível apartir de uma crença real sobre o mundo incrível que está diante de nós, mas que não conseguimos ver. O fato para tal é que o homem já é negativista por natureza sobre sua vida e tende sempre a re-criar os padrões de realidade de forma como foi acostumado a acreditar, conformado que não tem poder nenhum sobre a situação presente. Desse modo, sob a ótica da Física Quântica, o Ser-Humano é um Ser de possibilidades, é um peixe imerso num vasto oceano, e este oceano nada mais é que o desconhecido. Será que sabemos agora então o porque que da famigerada frase dita por incautos medrosos “Assombração só aparece pra quem acredita” ? Un…
Não sei. Mas depois de assitir esse filme e pegar as explicações sobre a Fisica Quântica, temos muita coisa para pensar.
Um abraço a todos.

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Você tem Orkut?

abril 24, 2007

É amigos, hoje percebemos o quanto à vida de muitos têm mudado com esse avanço estrondoso da internet No entanto, para muitos estas mudanças têm sido para pior.
Dentre todos os benefícios privados tragos pela internet, quero me caber aqui a um especial:O Orkut.

Bem, o Orkut tem sido uma boa ferramenta, diria até indispensável para aqueles que sobrevivem e/ou vivem de propagandas. Seja de boates, eventos, bares, bandas musicais, lojas e/ou até mesmo outros sites.
O fato é que a veiculação da informação é bem mais rápida, instantânea.
Há um tempo atrás, a propaganda via internet era feita somente por e-mail. As empresas tinham apenas um “nick” da pessoa que estavam enviando um e-mail, e nada mais.
Hoje você vê a pessoa, e tem tudo sobre ela.
Para aqueles que gostam de “tomar conta” da vida dos outros é um prato cheio, de mão beijada.
Prato cheio também para aqueles que só querem o “status quo”, aumentar o seu número de amigos “ADD”, ou seja, apenas se autopromoverem.
Enfim, o fato é que quero me ater é que o Orkut tem se tornado uma espécie de segundo mundo, um mundo virtual que imita a realidade e todos têm direito a uma (ou mais) identidades e podem até se realizar dentro dele.
Já outros podem até destruir inimigos, ridicularizar-los em prol de sua própria realização.
Sendo assim, por este lado o problema maior será quando o “mundo orkutiano” se tonar tão real quanto à vida real e o usuário passará a viver mais neste mundo ilusório do que deveria.
Digo isto pelo que vejo as pessoas comentando sobre o tempo diário que elas gastam para entrar quase que obrigatoriamente no site.

Bem, claro que as pessoas que passam a “viver” dentro do Orkut são pessoas mais fracas quanto a personalidade e não conseguem enxergar que o Orkut nada mais é que uma loja de Ilusão, onde você compra falsas amizades, relações com fundo hipócritas e até “affairs” com segundas intenções. E para com as amizades verdadeiras, estas estariam correndo risco a todo instante de serem destruídas por algum louco devido a sua inveja, provocada sempre na maior parte por espiões infortúnios que só querem se promover a todo custo.
E para isto meu caro, não há remédio, senão a própria re-educação do uso, ou então a exclusão do participante no site.
Bem, se você, amigo leitor, não se enquadrar em nenhum dos tipos acima, pode entrar no meu perfil do Orkut, escrever algo sobre você ou algo real que possa nos “linkar”.
Mas, se você for um daqueles infortunados, pensemos o seguinte:
Assim como na vida real, com suas ruas e avenidas lotadas de pessoas passando para lá e para cá, as vezes acontecem “trombadas” sem querer e, me perdoe se acaso esbarramos sem querer neste seu segundo mundo tão virtual quanto realidade oferece ser.
Bem, até mais pessoal, e…
Lembrete do dia: Muito cuidado ao add pessoas desconhecidas

A trilogia Matrix que completou com Revolutions, gira em torno do tema da negação do que é percebido imediatamente em função de uma certeza sobre algo que, embora não percebido, é tomado como verdadeiro- motivo pelo qual se deve lutar por ele, mesmo que isso custe muito sofrimento e obstinação. Em termos filosóficos, isso mostra que a relação entre o percebido e o pensado tem dupla natureza: cognitiva(de conhecimento) e pratica(de ação, de vida).
No primeiro caso, o mundo da percepção, que obtemos através de nossos cinco sentidos e também inteiramente em nosso corpo, é tomado como sujeito a falhas, ilusões, equívocos de toda ordem, ao passo que podemos conceber mentalmente que, para além das aparências enganosas, há uma verdade mais substancial das coisas, embora ela resida apenas no pensamento. Esse esquema está presente em quase toda a historia da filosofia e também das ciências moderna. A primeira idéia filosófica que se tem noticia é a de tales de Mileto: tudo é água , significa que, embora aparentemente as coisas tenham formas, consistência, cores e outras propriedades bastante distintas, em sua essência todas elas possuem água como espécie de fundamento alcançável, não pelos sentidos, mas pela razão. Embora essa idéia, em termos de seu conteúdo, tenha se alterado totalmente, sua estrutura continua bastante atual. Hoje em dia, todas as teorias sobre a constituição atômica da matéria e sobre a origem do universo fazem apelo a seres, forças e eventos que estão as vezes muito alem do que podemos ver.
No segundo caso, da relação pratica, o que se pensa é tomado como muito mais valioso, necessário, importante, do que as coisas que são vistas e percebidas em geral. Nesse caso, Aquilo que se pensa como verdade sobre o mundo demanda de nós um esforço para sua efetivação, coloca-nos motivações de vida que, ao mesmo tempo, estipulam valores para nossa própria pessoa, de acordo com o modo como nos posicionamos perante isso que é tomado como verdadeiro. Essa estrutura de pensamento é própria da religião, que se apóia fundamentalmente na fé, que é a crença em alguma coisa da qual não temos provas, mas a qual nos sentimos motivados de modo suficientemente forte.
Embora não tenha conteúdo religioso nem doutrinário, a filosofia de Platão conjuga aspectos cognitivos e pratico, formando aquilo que se convencionou chamar “metafísica”. Essa palavra, nascida de um equivoco histórico de denominar assim aquela doutrina aristotélica contida nos livros que viriam depois (meta-) dos da Física , passou a designar aquele tipo de pensamento que postula uma essência apenas pensável como raiz e substancia ultima do que é visto como contigente , variável e constituição das coisas relaciona-se ao mundo dos valores morais; trata-se, para o específicos, faz com que todo o real seja entendido através do vinculo com aquilo que se considera mais elevado, digno, nobre, eticamente valioso. Quando mais próximo desse bem absoluto, mais realidade tem a coisa.
A trilogia dos irmãos Wachovski faz uma elaboração narrativa a partir de uma percepção metafísica da realidade, deslizando progressivamente do plano cognitivo para o pratico. Não se trata de uma apropriação do conteúdo da metafísica platônica ou de qualquer outra, mas de um jogo de idéias, as vezes mais coerente, as vezes nem tanto, que estimulam a curiosidade do espectador sobre os paradoxos da metafísica.

Bem, ultimamente tenho me pegado assistindo aquele famoso programa de televisão onde as pessoas ficam trancadas em casa travando uma competição e o vencedor será aquele que for o mais querido para os telespectadores. Este felizardo levará para casa a singela bagatela de um milhão de reais. Isto meus amigos, estamos falando do famigerado Big Brother Brasil.
O fato maior é que o dinheiro que é lucrado pela emissora nas ligações em noites de eliminação, ou melhor, ‘paredão” eles chegam a faturar absurdos, claro que em conjunto com a empresa telefônica. Bem, eu não me despertaria nenhum pouco para ver tal tipo de programa, porém a popularidade deste chega ao extremo, vejo que todos parecem estar assistindo uma novela, a melhor novela de todos os tempos, e não podem perdem um capitulo se quer. Volta e meia na casa de minha namorada agente assiste, interage com as votações e por fim acabamos torcendo por aqueles protagonistas que se afirmam serem “os do bem”.
É, no fim todos acabam se rendendo ao “fenômeno”.

Mas que jogo é esse onde se tem o bem e mal em um pequeno grupo de pessoas?
Uns querendo levar vantagem sobre os outros, e acaba que no fim não sabemos nem o por que levamos a acreditar que uns são “do bem” e outros “do mal”, sendo que todos têm a mesma intenção dentro da casa: Faturar o pomposo prêmio de um milhão de dinheiros.
Seja de forma humilde, seja com arrogância, seja fingindo ser bom ou maquinando planos milaborantes. É preciso ter muito carisma, ou inteligência para continuar nesse jogo. O vencedor deve ser uma combinação dessas das duas qualidades. Agora aqueles que não têm nenhuma dessas qualidades mostra o que tem de melhor, ou não tem.
Estes serão como ovelhas para o pasto.
Ainda tem o apresentador que sempre aparece na hora marcada da noite.Uma figura masculina, quase paternal e que dentre estas aparições, uma vez por semana, obriga a todos a fazerem uma espécie de ritual. Entrar numa salinha chamada de “confessionário” e contar a essa figura masculina e paternal a quem deverá ser punido, o julgamento final. Nesse “paredão” uma sentença ou depoimento é lida aos Brothers “pecadores” sempre antes do término do programa e após é dada a decisão do júri, popular. Claro!
Isto acaba por me lembrar outra coisa. A igreja, com seu grande poder de instituição social e com o poder Papal do seu clero, uma figura masculina, paternal que decide sobre aqueles que seguem os ensinamentos corretos da Bíblia. O olhar recriminante e onisciente da igreja frente aos pecadores mundanos e as 48 câmeras de TV espalhadas pela casa.

Seria então os “Brothers” os “Irmãos” de Fé?

Claro que como toda história feliz tem um final feliz.
E por mais que tudo seja uma farsa, ou imitação do modelo arquétipo de nossas vidas, a população brasileira ainda continuará a assistir ao fenômeno Big Brother Brasil e continuaram a dar seus milhões em votos para a emissora Globo TV que conseguiu com sua novela “quase” real da vida alheia transformar-se em fenômeno do entretenimento nacional.
Sorte para aqueles que saírem da casa com uma boa quantia de dinheiro e prêmios, ou pelo menos fama e reconhecimento de algum talento reconhecido, azar para aqueles que não ganharam nada, foram mal interpretados, ou “julgados” e ainda por cima viveram sobre maldição do fantasma do Big Brother: – Ei, eu te conheço de algum lugar?
Bom, no mais é isso.
E a vida inteligente continua, fora da casa.
E o povo?
Bem, estes continuaram a votar, votar, votar…
E sendo assim…
Boa sorte Alemão!
Até mais pessoal.

Mistikós!

abril 24, 2007

Parece que para a insatisfação dos professores de filosofia a Caverna de Platão recebeu uma nova interpretação, porém mais contextualiazada. Através de pesquisadores da UFMG na Alegoria da Caverna de Platão o sentido da metafóra tem mais a ver com o fato do orfismo, berço do espiritismo. O “sair da caverna” é sair do corpo, desencarnar. Ver o mundo que não se consegue ver é ver o mundo espiritual. A luz que cega vinda da fogueira e que está na porta da caverna é a misteriosda luz que se vê entre a passagem desse mundo para o outro. E não conseguir comunicar o mundo existente lá fora para os homens de dentro da caverna é o mito da reminiscência, ou seja, o homem ao voltar para seu corpo ele esquece tudo. Portanto nessa Hermenêutica a Caverna nada masi é que o corpo-humano. Platão recebeu fortissima influêcia dos Pitágoricos e herdou como consequência o Orfismo que acredita na reencarnação e na vida pos-mortem. E toda aquela antiga interpretação de se atingir a sabedoria suprema o Nous era só uma intrpretação pessoal que os filosofos queriam escutar. Platão talvez quizesse comunicar suas experiêcias no mundo espiritual e porém não podia falar abertamente pelo medo de morrer como corrompidor da juventude como Sócrates. Então como belo escritor usou de seus recursos literários para se falar da experiência. Assim como no Brasil na Ditadura e os Tropicalistas. Será então que Platão viajou fora de seu corpo? Será que Platão tinha conciência da vida espiritual, do mundo das almas?
Será?
Mi

Parece que para a insatisfação dos professores de filosofia a Caverna de Platão recebeu uma nova interpretação, porém mais contextualiazada. Através de pesquisadores da UFMG na Alegoria da Caverna de Platão o sentido da metafóra tem mais a ver com o fato do orfismo, berço do espiritismo. O “sair da caverna” é sair do corpo, desencarnar. Ver o mundo que não se consegue ver é ver o mundo espiritual. A luz que cega vinda da fogueira e que está na porta da caverna é a misteriosda luz que se vê entre a passagem desse mundo para o outro. E não conseguir comunicar o mundo existente lá fora para os homens de dentro da caverna é o mito da reminiscência, ou seja, o homem ao voltar para seu corpo ele esquece tudo. Portanto nessa Hermenêutica a Caverna nada masi é que o corpo-humano. Platão recebeu fortissima influêcia dos Pitágoricos e herdou como consequência o Orfismo que acredita na reencarnação e na vida pos-mortem. E toda aquela antiga interpretação de se atingir a sabedoria suprema o Nous era só uma intrpretação pessoal que os filosofos queriam escutar. Platão talvez quizesse comunicar suas experiêcias no mundo espiritual e porém não podia falar abertamente pelo medo de morrer como corrompidor da juventude como Sócrates. Então como belo escritor usou de seus recursos literários para se falar da experiência. Assim como no Brasil na Ditadura e os Tropicalistas. Será então que Platão viajou fora de seu corpo? Será que Platão tinha conciência da vida espiritual, do mundo das almas?
Será?

Deus, pedra e homem

abril 24, 2007

“O homem é livre e deficiente;
a pedra é deficiência porque é sem liberdade;
Deus é sem liberdade porque é sem deficiência.”
Martin Heidegger

Seria então o cogito de Descartes uma falsidade ideológica? Esta é a pergunta que em maior freqüência escuto após o artigo sobre a “Razão Pura não existe”. Mas a exaltação cartesiana na razão construiu as bases para o pensamento moderno, e foi no dualismo mente corpo que o abismo se tornou maior, pois a mente, ou seja, o pensar foi concebido como uma atividade fora do corpo. Desse modo se para pensar e tomar decisões corretas seria preciso manter a cabeça fria e afastar todos os sentimentos e emoções? Errado! Descarte deveria ter que dizer: ”Existo, sinto logo penso”.E a grande parte dos seus problemas não resolvidos, dentre eles o seu Inatismo tanto combatido não teriam existido. Vejamos melhor, a razão como capacidade humana de pensar seria a responsável pelo pensar o certo e/ou o errado? Vimos nos artigos anteriores que a faculdade da razão foi transformada em uma convenção de associação de idéias realizadas na memória humana. Vimos também que a memória é adquirida só após ter se passado pela experiência, pois esta é que lhe dará a lembrança de algo. Estamos falando aqui de todo e qualquer tipo de lembranças, pois sabemos hoje que o próprio DNA contém lembrança e esta depois vai acarretar no diz respeito ao conhecimento a priori. Mas no atenhamo-nos ao assunto agora. Após passar pela experiência o individuo reconhecerá o certo e/ou o errado na próxima situação. Tenhamos que afirmar assim como o grandioso Aristóteles em Ética a Nicômaco que a virtude, ou melhor, decisão pelo certo ou errado se dá através da percepção e não pela razão. Segundo ele você deve observar a situação, agir sentindo o que certo ou errado e depois deliberar sobre o acontecimento. Então antes da razão a decisão passa pelos sentidos, devemos sentir. Ação contraria a frieza intelectual dos racionalistas. Meus caros colegas, o fato que estamos falando aqui é : Pensar é unir os sentidos e interpretar os sentimentos. Analisemos os grandes e suas aptidões para o que é belo, para as artes, musica ou seja, para o lado emocional, veremos que todos tinham fortes inclinações emocionais. Portanto a razão não é mais tão pura como pensávamos, agora amigos vocês sabem que devem ser tão frios e racionais perante a vida, e que filosofar e saber olhar com os olhos do coração também. Um abraço a todos, e em especial a Jorge Rosa por ter me adicionado em seu site “Caderno de Filosofia”. Obrigado pelos elogios, sua pagina também é maravilhosa, imperdível para os estudantes de Filosofia. Até a próxima!

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